A Arte, além de ser uma expressão da criatividade, funciona, também, como um recurso terapêutico, independente de outros tratamentos, auxiliando na manutenção da qualidade de vida dentro do quadro de uma doença.

A expressão artística desempenha um importante papel no setor da saúde, especialmente em hospitais e outras instituições
assistenciais. Grupos que trabalham nesse setor, como os Doutores da Alegria, que visitam crianças hospitalizadas e os integrantes do Projeto MASP, que cuidam de pacientes com câncer, fazem uso da arte com fins terapêuticos, empregando-a como instrumento auxiliar do tratamento.

A Oficina de Arte da Associação Brasil Parkinson (ABP) adotou a arte, especialmente a pintura, como uma atividade prazerosa, exercitando os canais sensoriais e produzindo bem-estar aos parkinsonianos. Usando os recursos sadios do doente, essa atividade busca conservar a sua saúde mental, envolvendo também a família do paciente.

O Programa

A Oficina de Arte foi implantada em 3 de outubro de 1995, logo após a inauguração da sede social, com o objetivo de envolver em atividades os seus associados . Assim, foi criado um motivo para reunir pessoas com interesses afins e problemas semelhantes, e que proporcionasse uma oportunidade de melhoria da auto-estima e da qualidade de vida, com o objetivo de:
Exercício prazeroso de movimentos;
Adquirir uma nova habilidade;
Concentrar a atenção;
Aguçar a percepção;
Perder o medo de apresentar uma trabalho artístico;
Ter uma satisfação pessoal ao apreciar o próprio trabalho e os de outros colegas;
Fazer novas amizades.

Os trabalhos executados são especialmente:
Pinturas com guache sobre papel canson;
Desenhos com guache sobre papel sulfite, para confecção de sacolas;
Pinturas com moldes vazados em pano de prato;
Pinturas sobre tecido;
Pinturas a óleo sobre tela;
Pinturas a óleo sobre eucatex.

Como surgiu a Oficina
A voluntária Lucy de Araújo, responsável pela criação do programa para a Oficina de Artes, baseou-se em sua própria experiência familiar. Sua mãe, portadora da doença de Parkinson há 25 anos, vinha sendo por ela incentivada a pintar como distração. A pintura proporcionou-lhe uma série de benefícios, amenizando os sintomas da doença, conforme foi observado.
Aproveitando o espaço disponível na sede da Associação, que havia acabado de inaugurar (maio de l995), Lucy dispôs-se a dar aulas de pintura na ABP. Fundamentou-se, então, na experiência familiar e em conhecimentos práticos de arte de que dispunha e na função de pedagoga que exerceu até se aposentar. O curso foi iniciado contando com cinco participantes, dentre eles a mãe da responsável.

Principais Objetivos
Estimulando os alunos, a Oficina de Arte tem como principais objetivos:
Soltar a imaginação, permitindo a expressão de pensamentos e sentimentos através da pintura apurar a percepção da beleza das cores, da harmonia dos tons, suas nuances e seus encontros;
Apreciar a própria produção artística e observar o trabalho dos colegas, trocando opiniões e conhecimentos, levando ao desenvolvimento da sociabilidade;
Aprimorar a capacidade de observação, exercitando a concentração da atenção
Conferir os próprios progressos na execução dos trabalhos artísticos, incentivando os recém-chegados a acreditarem nas suas próprias habilidades e não desanimarem;
Ao melhorar a qualidade de vida, essa atividade contribui, também, para elevar a auto-estima.

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Oficina de Artes da ABP
Professora Orientadora:
Lucy de Araújo
Colaboradoras:
Aurora Prata Vilar, Neide Gonçalves, Maria Dolores Fenandes Galvez, Vera Marta Públio Dias e Jane Perticarati
Aulas de pintura:
Quintas-feiras das 13:30 às 15:45 hs
Não existem restrições à participação: Basta ser parkinsoniano e comparecer às reuniões, que são feitas todas as quintas-feiras à tarde e têm duração de duas horas e quinze minutos.

Pontos de maior destaque das metas alcançadas:
A motivação com que chegam às aulas de pintura;
A alegria que reina no ambiente de trabalho;
Motivo para se reunirem e darem risadas juntos, contando piadas e novidades da semana, além da troca de experiências pessoais, dicas e apoio psicológico recíproco;
Integração e colaboração entre os participantes;
Sentir-se pertencente ao grupo e apoiado pela Instituição;
Seus próprios relatos, citando os benefícios que o novo aprendizado está lhes proporcionando; algumas vezes chegam com tremores e no desenvolver da atividade, sentem-se melhores;
Muitos passaram a pintar em casa, usufruindo de uma ampliação de horas de atividades prazerosas;
Assumir tarefas, dentro de suas possibilidades, sentindo-se úteis;
A presença dos familiares e cuidadores que terminam ajudando e se envolvendo com a Oficina de Artes.

Oficina de Artes da ABP
Professora Orientadora: Lucy de Araújo
Colaboradoras: Aurora Prata Vilar - Neide Gonçalves - Maria Dolores Fenandes Galvez - Vera Marta Públio Dias - Jane Perticarati
Aulas de pintura: Quintas-feiras das 13:30 às 15:45 hs

Não existem restrições à participação: Basta ser parkinsoniano e comparecer às reuniões.

 

 

sulfite com caneta esferográfica, a fim de soltar os movimentos e concentrar a atenção.

Os trabalhos são iniciados com música de fundo, que auxilia o aquecimento dos participantes através de traços aleatórios feitos em papel sulfite com caneta esferográfica, a fim de soltar os movimentos e concentrar a atenção.

Terminado o aquecimento, é dado a cada participante um trabalho de acordo com suas preferência e condições, sempre estimulando o aluno a experimentar novas técnica, ou orientando-o para dar continuidade ao trabalho iniciado na aula anterior.

Resultados e metas alcançadas
Ao longo desses seis anos, o número de participantes foi variável, mas sempre crescente. Atualmente, temos uma freqüência de 30 a 35 alunos.
As ausências e desistências ocorrem por motivos variados como: piora do estado de saúde, dificuldade de transporte até à Oficina, e dificuldade em ter quem acompanhe o doente até o local, por exemplo.
Os trabalhos executados na Oficina de Arte são vendidos nos bazares montados nas festas que a Associação promove ou em rifas realizadas a fim de angariar recursos para a manutenção da própria Oficina.
Foram promovidas três exposições dos quadros pintados na Oficina, desde seu início:
Em Novembro de 1999 com 90 quadros expostos;
Em Dezembro de 2000 com 100 quadros expostos;
No período de 06 a 29 de junho de 2001, no Espaço Cultural do Banco Central do Brasil, situado na Avenida Paulista, 1804, São Paulo, expondo 60 quadros produzidos por parkinsonianos durante as aulas de pintura.

A renda obtida com a venda das obras, bem como dos panos de prato, tecidos estampados á mão, puxa-sacos, papel pintado para embrulhar presente e demais materiais produzidos na Oficina, tem sido utilizada na compra de material para a manutenção da Oficina de Arte, que auto-sustenta financeiramente, além de contribuir com a entidade, destinando-lhe parte da renda obtida.

Público Alvo
Destina-se aos portadores da doença de Parkinson, que atinge na grande maioria pessoas na faixa etária acima dos 55 anos. Por isso, os participantes da Oficina de Arte concentram-se na faixa entre 55 e 70 anos de idade, e alguns até acima dessa faixa.


A professora de pintura tem uma participação voluntária e é auxiliada por uma equipe de mais cinco voluntárias, sendo que uma delas é parkinsoniana.

Os trabalhos são iniciados com música de fundo, que auxilia o aquecimento dos participantes através de traços aleatórios feitos em papel

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